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Por que aplicação da vacina da dengue do Butantan foi suspensa e o que fazer se você já foi imunizado


O Ministério da Saúde anunciou na segunda-feira (08/06) que vai suspender a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan e que estava sendo aplicada em profissionais de saúde e em moradores de alguns municípios brasileiros após 42 casos de reações severas — incluindo duas mortes suspeitas possivelmente ligadas ao imunizante e ainda sob investigação.


Entre os casos de reações, estão pessoas que relataram dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos. Três casos foram considerados graves — incluindo os dois óbitos.


Segundo o Ministério da Saúde, os casos suspeitos identificados até agora são "eventos raros que correspondem a 0,008% de um total de 500 mil doses aplicadas até 30 de maio".


O ministério ressaltou que ainda não há resultado conclusivo sobre a correlação desses casos com a vacina. O que acontece com quem já tomou a vacina? Quem recebeu a vacina há menos de 21 dias deve observar seu estado de saúde. Em caso de sintomas como febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, sonolência excessiva, sinais de desidratação ou piora do estado geral, deve-se procurar atendimento médico imediato.


Após 21 dias, não há mais componente ativo da vacina detectável no organismo e a pessoa segue protegida contra quatro tipos de dengue, segundo o Ministério da Saúde.


"Quem foi vacinado já está usufruindo da proteção que a vacina demonstrou na fase 3 da pesquisa: 65% de proteção contra dengue, 80% de proteção ou mais contra dengue grave, Essas pessoas podem ficar tranquilas", afirmou o diretor do Butantan, Esper Kallás.


O SUS segue oferecendo imunização contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos com a vacina Qdenga, produzida pela farmacêutica japonesa Takeda e oferecida na rede pública desde 2024. Cerca de 8 milhões de doses desse imunizante já foram aplicadas no Brasil. Por que a vacina contra a dengue foi suspensa?

O Ministério da Saúde já havia vacinado 500 mil pessoas entre profissionais de saúde do país — e posteriormente vacinou parte da população em três municípios e na região do Tocantins.


No entanto, houve registro de 42 casos de reações raras e inesperadas, que segundo o governo correspondem a 0,008% do total. Essas reações não haviam sido identificadas em estudos clínicos e não estão previstas na bula da vacina.


Conforme a bula da vacina, os efeitos adversos esperados em parte dos vacinados são: dor de cabeça, dores no corpo, dor nos olhos, manchas na pele, cansaço extremo, coceira, enjoo, sensibilidade à luz e calafrios.


Entre os sintomas relatados nos 42 casos identificados, houve reações inesperadas: dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos.


Três casos foram considerados graves — e dois deles resultaram em mortes. O ministério diz que nenhuma das mortes aconteceu nas três cidades e na região onde a vacinação foi ampliada para a população.


"Não se pode afirmar que os óbitos foram causados pela vacina, mas considerou-se um sinal de alerta que justifica uma investigação aprofundada. Serão verificadas possíveis comorbidades, fatores de risco e outras situações que possam ter contribuído para os óbitos", afirma o ministério. Reportagem: BBC News

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